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ESG, sustentabilidade e criatividade: como essas práticas geram impacto para as marcas?

Negócios que exercem procedimentos sustentáveis e integram estratégias ESG se destacam no mercado, gerando mais conexão, identidade e valor.

ESG, sustentabilidade e criatividade: como essas práticas geram impacto para as marcas?



A imersão no ambiente digital vem moldando todos os meios de comunicação. Como resultado, a velocidade e o modo com que se consome informação e constrói opinião também estão mudando. A sociedade está mais consciente e utilizando o seu poder de escolha para, de fato, buscar propósito. Mas como essas circunstâncias se relacionam com os negócios?

O fato é que hoje as marcas possuem papéis fundamentais que vão além de oferecer um bom serviço ou produto. Elas atuam como agentes de transformação, ditam tendências e são interlocutoras na geração de impacto. Por essa razão, “a ambição das empresas deve ser entregar algo que tenha valor e desenvolva o mercado”, comenta Bernardo Miranda, Sócio e Head da Falconi North America.

Diante disso, ajustar a ótica, olhar a jornada do consumidor a partir do seu ponto de vista e colocá-lo no centro é fundamental para entender como oferecer a melhor experiência. “Temos que esquecer o offline e o online, independente do negócio, não existe mais um mundo onde você divide os dois. Hoje o consumidor vive uma coisa só, e ficar dividindo entre um e outro fará com que você perca a eficiência e, consequentemente, a qualidade e impacto”, afirma Ricardo Dias, sócio fundador da Adventures.

 

Criatividade e geração de impacto

A criatividade sempre foi uma competência fundamental no mercado da comunicação, mas hoje, outras habilidades, as famosas Soft Skills, se tornaram imprescindíveis nas mais diversas áreas, pois são matéria-prima para inovação e andam ao lado da geração de impacto. Entre elas estão: capacidades analítica e crítica, iniciativa, originalidade, racionalidade, espírito empreendedor e resolução de problemas.

 

“Acredito que a criatividade é um grande diferencial, é a moeda que pode fazer com que você entregue mais impacto para o consumidor final e resultado do negócio.

Ricardo Dias

Hoje, transformações culturais, quebra de paradigmas e tecnologias emergentes são concebidas a todo momento nos novos modelos de negócios. Por isso, é importante que essas etapas estejam alinhadas com a experiência e com a jornada dos consumidores. Desse modo, uma característica que precisa ser constante nas companhias é o alinhamento de incentivos, assim como aspectos que contribuem para uma cultura aberta à inovação e estimulam a criatividade dos times.

A criação coletiva é um deles, pois ambientes que incentivam a colaboração e o trabalho em grupo são mais propícios à inovação. Estimular ideias em conjunto e unir talentos gera mais impactos positivos. Acompanhar as tendências do mercado e pensar como elas podem se relacionar com o seu negócio é outro ponto relevante. Inovar também tem relação com olhar para outros setores e entender o que é positivo ou não. Além disso, toda inovação possui um objetivo por trás. Por isso, ter metas bem definidas e visibilidade dos resultados, ajudam a estabelecer estratégias mais ágeis e metodologias mais assertivas para as marcas.

“No futuro, a inovação, a velocidade e esse alinhamento de incentivos serão fundamentais para que o mercado da publicidade, principalmente no Brasil, continue crescendo e fazendo o que conduz de melhor: a criatividade.”

Ricardo Dias

ESG e sustentabilidade: uma união que só está começando

As mudanças de hábitos crescentes nos últimos anos mostram o quanto repensar o nosso estilo de vida e o nosso consumo se tornaram pautas indispensáveis. Quando entendemos a importância do consumo consciente e práticas que beneficiam o ecossistema, conseguimos também compreender que as nossas escolhas fazem a diferença no mundo. E quando falamos de sustentabilidade nas empresas isso não é diferente.

No mercado a temática vem ganhando força. Progressivamente, mais estratégias de negócios estão sendo pensadas conscientemente, buscando reduzir a degradação do meio ambiente e incentivando ações que promovem o reuso de recursos como, por exemplo, a economia circular. Além disso, práticas referentes a direitos humanos, inclusão social, diversidade de gênero, transparência e lideranças sustentáveis também têm aumentado.

A tendência é que a sustentabilidade empresarial (um conjunto de ações ou processos com foco em práticas mais conscientes e responsáveis), assim como os pilares do ESG (environmental, social and governance), metas de desenvolvimento corporativo focadas em melhorias ambientais, sociais e de governança, tornem-se parte do DNA das organizações, impactando desde os mecanismos primários de operação até o consumidor final.

“Se uma empresa abraça a sustentabilidade, tem que abraçar com tudo. Tem que acreditar e tem que ser parte do propósito da empresa. Não pode ser só mais uma coisa para tentar vender mais.”

Ricardo Dias

Espera-se também que o consumidor comece a olhar mais para as políticas sustentáveis na cadeia industrial e analise o que realmente as empresas elaboram para melhorar as lideranças, diminuir impactos sociais e mitigar as mudanças climáticas. Assim como as marcas possuem a meta de serem mais responsáveis, os consumidores exercem um filtro entre os serviços com propósitos bem estabelecidos.

“O ESG ainda é muito novo, muita gente está tentando entender como transformar isso em uma fortaleza. É algo que daqui para a frente as empresas vão ter que abraçar e não esconder”, diz Ricardo ressaltando a importância das métricas e consciência coletiva, principalmente em países como o Brasil, onde a iniciativa privada tem um papel relevante no desenvolvimento sustentável.

Para Bernardo, as empresas que implementarem o ESG como estratégia, investirão também em construção de marca, crescimento e resultados. “As agências e o marketing, que possuem a função de comunicar e entender o mercado, precisam se adequar a esse novo pilar de negócios e desdobrar esse valor”, explica.

 

Posicionamento de marca conquista valor

Estamos em uma época em que o posicionamento virou uma causa pertinente e necessária na evolução dos negócios. Aqueles que não estão dispostos a mostrarem sua opinião, incentivar diálogos, assim como a escuta, podem ficar para trás. Atualmente é mais importante ter um posicionamento bem construído, que converse com os propósitos da companhia, do que pensar em como não falhar.

“O maior erro de uma empresa é tentar ter uma voz que satisfaz a todos. Isso é impossível. Acredito que a marca que tentar agradar a todos, não vai agradar ninguém. Não pode ter medo, tem que ter coragem para falar e se posicionar”, diz Ricardo.

Hoje os consumidores buscam marcas que representam pessoas. Por isso, empresas que estabelecem uma conexão direta com os clientes, constroem e fortalecem uma comunidade significativa, possuem mais oportunidades de ganhar destaque. Se o seu negócio estiver alinhado com esses princípios, as oportunidades de gerar lembrança de marca, credibilidade e atrair consumidores fiéis, serão muito maiores.

 

Quer saber mais sobre o assunto?

Ouça o episódio do podcast “Perguntas que nos Movem”, com Ricardo Dias.

 

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