Em artigo publicado na Exame, Breno Barros, CTO e VP de Soluções Digitais da Falconi, argumenta que a inteligência artificial não está reduzindo o volume de trabalho nas empresas, mas transformando sua natureza. Segundo ele, a promessa de que a IA liberaria profissionais para atividades mais estratégicas tem se mostrado parcial: na prática, a tecnologia amplia o escopo das tarefas, intensifica a carga cognitiva e exige novas responsabilidades, como revisão de outputs, supervisão de modelos e integração de resultados aos processos.
Barros destaca que o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é implementada, muitas vezes sem redesenho de metas, processos e governança. Sem esse ajuste estrutural, ganhos de velocidade se convertem em sobrecarga e risco para o valor de longo prazo. O desafio, portanto, é colocar a IA no centro de uma transformação organizacional que equilibre produtividade, qualidade das decisões e bem-estar das equipes.
Principais pontos do artigo:
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Produtividade paradoxal: IA acelera tarefas, mas cria novas demandas e complexidade.
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Redesenho organizacional: metas, papéis e processos precisam ser revistos.
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Governança como prioridade: valor sustentável depende de controle e clareza estratégica.
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Tecnologia como amplificadora: vantagem competitiva vem da integração entre IA e capacidades humanas.
