O agronegócio brasileiro mantém forte presença no comércio global, com exportações relevantes a destinos como o Irã, o que reforça a importância da gestão de riscos no cenário internacional, especialmente diante de sinalizações de possíveis tarifas sobre parceiros comerciais pelos Estados Unidos, que já entram no radar de produtores e exportadores por seu impacto potencial nas decisões estratégicas. Nesse contexto de maior volatilidade global, a gestão e o planejamento deixam de ser diferenciais e passam a ser fundamentais para a sustentabilidade dos negócios agropecuários.
Segundo Leciane Batista, diretora de Agronegócio da Falconi, o ambiente global exige disciplina na análise de cenários, controle financeiro rigoroso, diversificação de mercados e uso de instrumentos de mitigação de risco, além de aprimoramento da eficiência operacional, como forma de fortalecer a competitividade e resiliência das empresas do setor.
Principais recomendações:
- Planejamento com múltiplos cenários: considerar diferentes combinações de preços, tarifas e condições de comércio para apoiar decisões mais seguras.
- Rigor no controle financeiro: conhecer profundamente custos, fluxo de caixa e margens para reação rápida a choques externos.
- Diversificação de mercados: reduzir a dependência de poucos destinos para mitigar riscos geopolíticos e tarifários.
- Instrumentos de mitigação de risco: uso de hedge cambial e outras ferramentas financeiras para suavizar impactos externos.
- Eficiência operacional: investir em tecnologia e produtividade como base para sustentar competitividade.
Em um cenário de maior incerteza no comércio internacional, a gestão estruturada de riscos torna-se essencial para preservar competitividade e resultados no agronegócio. A análise completa está disponível no site da Folha Agrícola.
