Em artigo publicado na coluna Indústria Inteligente, do Diário do Comércio, o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, analisa como a construção civil brasileira deve manter crescimento em 2026, com alta estimada de cerca de 2% segundo a Cbic. Mesmo sendo um avanço moderado, o resultado ganha relevância em um contexto de juros elevados, crédito mais seletivo e pressão de custos, sustentado por fatores como maior disponibilidade de crédito imobiliário, orçamento recorde do FGTS, programas habitacionais e investimentos em infraestrutura.
Apesar do cenário positivo, o autor destaca que o principal desafio do setor deixou de ser crescer e passou a ser executar melhor. Margens pressionadas, custo de capital elevado, impacto da alta do petróleo nos insumos e fretes, escassez de mão de obra qualificada e exigências crescentes de sustentabilidade elevam o nível de complexidade da operação. Nesse contexto, empresas que não estruturarem uma gestão integrada de custos, prazos e produtividade tendem a comprometer resultados mesmo em ciclos de expansão.
Principais pontos do artigo:
- Crescimento sustentado: terceiro ano consecutivo de expansão, impulsionado por crédito, FGTS e infraestrutura.
- Pressão de custos: impacto do petróleo e insumos sobre fretes e materiais de construção.
- Margens desafiadas: necessidade de maior controle de custos e gestão de prazos.
- Mão de obra: escassez de profissionais qualificados limita execução e eleva custos.
- Exigências crescentes: sustentabilidade, eficiência energética e rastreabilidade ganham relevância.
- Execução como diferencial: disciplina na seleção de projetos e eficiência operacional determinam a rentabilidade.
Em um ambiente ainda desafiador, o setor continuará crescendo, mas o sucesso dependerá menos da expansão e mais da capacidade de transformar oportunidades em resultado por meio de execução disciplinada e eficiente.
