Em seu novo artigo para o Diário do Comércio, André Chaves, vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, analisa por que, em um cenário de juros elevados e incerteza econômica, adiar investimentos pode sair mais caro do que investir com critério. Na indústria, parar de investir não significa economizar, mas aceitar perda gradual de eficiência, aumento de paradas, obsolescência tecnológica e redução de competitividade, especialmente quando os padrões técnicos e ambientais seguem se elevando.
Mesmo com a Selic em patamar elevado e um ambiente político desafiador, o debate não deve ser “se investir”, mas “como investir melhor”. Segundo Chaves, o investimento contínuo inclui sustentar o básico — segurança, qualidade e confiabilidade —, ganhar produtividade por meio de automação e digitalização, proteger margem diante de novas exigências regulatórias e preparar pessoas para capturar os benefícios do capital aplicado.
Direcionadores estratégicos destacados no artigo:
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Sustentação operacional: segurança, qualidade e confiabilidade como prioridade.
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Produtividade e eficiência: automação, digitalização e eficiência energética para reduzir custos.
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Proteção de mercado: atendimento a padrões técnicos, ambientais e de rastreabilidade.
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Capacitação: tecnologia só gera resultado com gente preparada.
Boas práticas para decidir e executar o capex:
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Definir qual problema competitivo o projeto resolve.
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Separar investimentos obrigatórios de discricionários.
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Testar premissas de demanda, câmbio e custo de capital.
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Montar portfólio equilibrado entre sustentação, eficiência e crescimento.
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Garantir governança clara, controle físico-financeiro e captura disciplinada de benefícios.
