Em artigo publicado na coluna Vozes do Agro, do Globo Rural, André Paranhos, vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em agronegócio, destaca que o avanço tecnológico no campo só gera valor quando está integrado a processos produtivos bem estruturados. Apesar do aumento consistente de investimentos em sensores, softwares de gestão, automação e agricultura de precisão, a experiência prática mostra que tecnologia, por si só, não garante eficiência nem melhores resultados.
O especialista reforça que os recordes recentes de produção de grãos e o crescimento do PIB do agronegócio refletem não apenas inovação tecnológica, mas disciplina operacional. Segundo Paranhos, digitalizar processos frágeis apenas amplia falhas existentes. A excelência operacional começa pelo básico bem-feito — padronização de rotinas, gestão rigorosa de insumos, indicadores claros e alinhamento entre áreas — transformando a tecnologia em aceleradora de resultados e não substituta da gestão.
Principais pontos do artigo:
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Tecnologia integrada à gestão: ferramentas digitais só geram impacto com processos maduros.
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Produtividade sustentável: ganhos recentes decorrem de eficiência, não apenas de expansão de área.
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Disciplina operacional: padronização, indicadores e organização são a base da performance.
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Vantagem competitiva: a combinação entre gestão de processos e tecnologia é decisiva em ciclos adversos.
