O setor hospitalar privado brasileiro avança na profissionalização da gestão e na adoção de tecnologias, mas ainda enfrenta desafios importantes ligados à sustentabilidade financeira, à governança corporativa e à formação de lideranças. É o que aponta o estudo “Termômetro Falconi – Setor Hospitalar”, realizado pela Falconi em parceria com o Hcor e a Artmed, que ouviu cerca de 800 profissionais do setor, incluindo aproximadamente 150 executivos de hospitais com faturamento superior a R$ 500 milhões.
Segundo a pesquisa, 40% dos respondentes avaliam que os hospitais privados estão em estágio de evolução da gestão, enquanto 60% apontam espaço relevante para melhorias capazes de gerar resultados consistentes e sustentabilidade no longo prazo. Entre os principais fatores que impactam a performance hospitalar estão a pressão financeira, citada por 24% dos participantes, seguida pela formação de lideranças e times de alta performance (16%) e pelo alto volume operacional dos processos de suporte assistencial (12%).
Principais pontos destacados no estudo:
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Pressão financeira: gestão de custos e recursos é apontada como principal desafio do setor.
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Governança corporativa: tema aparece como a principal evolução esperada nos próximos 12 meses.
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Investimentos prioritários: melhoria da gestão de custos, modernização de sistemas digitais e adoção de inteligência artificial e analytics.
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Formação de lideranças: capacitação e retenção de profissionais são vistas como fator-chave para sustentabilidade de longo prazo.
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Transformação digital: prontuário eletrônico integrado, telemedicina e robótica cirúrgica já fazem parte da rotina de muitas instituições.
De acordo com o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Saúde e Farma, Vinicius Brum, o setor vive um cenário complexo, com margens pressionadas, custos crescentes e demanda assistencial mais sofisticada, o que exige modelos de gestão mais eficazes capazes de equilibrar eficiência operacional, qualidade do atendimento e sustentabilidade financeira.
