O setor da construção civil brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, com expansão estimada de cerca de 2%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O avanço é impulsionado pelo início do ciclo de redução da taxa de juros, pela ampliação do crédito habitacional e por investimentos em infraestrutura. Apesar do ambiente mais favorável e da expectativa de terceira alta consecutiva do setor, muitas incorporadoras ainda enfrentam pressão sobre a lucratividade.
A explicação está menos nas condições macroeconômicas e mais na capacidade de integrar processos e indicadores ao longo de todo o ciclo do empreendimento. Sem conexão entre planejamento, execução e acompanhamento de resultados, ganhos de mercado podem ser comprometidos por desvios de custos, decisões fragmentadas e falta de visibilidade sobre impactos financeiros, como analisa o sócio e diretor de Engenharia, Construção e Real Estate da Falconi, Luiz Gustavo Santos.
Principais pontos destacados:
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Integração de processos: conectar planejamento, obra, comercialização e finanças é essencial para sustentar margens.
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Uso estratégico de dados: decisões baseadas em indicadores integrados permitem antecipar riscos e corrigir desvios.
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Tecnologia como habilitadora: sistemas digitais e IA só geram valor quando integrados a processos e governança.
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Gestão orientada por métricas: incorporadoras mais eficientes monitoram vendas, custos de obra e impactos de mudanças de escopo em tempo real.
O Termômetro Falconi da Construção Civil 2025 reforça que tecnologia aplicada, aumento de produtividade e qualificação de pessoas são prioridades para o setor. Nesse contexto, a lucratividade sustentável dependerá da disciplina na gestão integrada de processos e informações, permitindo que incorporadoras transformem crescimento de mercado em desempenho financeiro consistente.
