mar . 2026 .

O ano em que o agro precisará defender margem, e não apenas crescer

Talvez o grande teste de 2026 não seja de expansão, mas sim de maturidade

O ano em que o agro precisará defender margem, e não apenas crescer



O agronegócio brasileiro entra em 2026 diante de uma mudança relevante de foco: mais do que crescer, será necessário defender margem. Após anos de expansão de área, produção e tecnologia, o setor agora enfrenta um cenário de oferta elevada, estoques maiores, juros altos e incerteza climática, fatores que pressionam preços e tornam a rentabilidade mais desafiadora.

Produzir mais deixa de ser uma resposta suficiente. Sem controle de custos, previsibilidade e capacidade de reação, o aumento de volume pode apenas ampliar a exposição ao risco. A combinação de safra recorde com custo de capital elevado reforça que eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito para sustentar resultados.

A mudança exige também uma gestão mais criteriosa das decisões. Saber onde investir, conter custos, proteger caixa e ajustar a operação ao longo do ciclo torna-se central. A tecnologia continua sendo um elemento importante, mas passa a ter outro papel: gerar valor apenas quando melhora a tomada de decisão, reduz desperdícios e aumenta a previsibilidade. Caso contrário, deixa de ser alavanca e se torna custo.

Mais do que um teste de crescimento, 2026 se apresenta como um teste de maturidade para o setor. A capacidade de atravessar um ambiente de preços pressionados, capital caro e risco climático sem perder competitividade dependerá da qualidade das decisões ao longo da operação. Essa análise é desenvolvida pelovice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Agronegócio, André Paranhos, em artigo para o Globo Rural.

Também pode te interessar

Mais Vistos