Em artigo publicado no Diário do Comércio, o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, discute o atual apagão de mão de obra no Brasil. Um fenômeno em que vagas disponíveis coexistem com dificuldade crescente de encontrar profissionais com as competências exigidas pela indústria. No contexto de desemprego baixo, a discrepância entre o perfil das vagas e o perfil dos candidatos tem ampliado o tempo de contratação, a rotatividade e os custos de pessoal, impactando diretamente produtividade, qualidade e planos de expansão das empresas.
Pontos centrais do artigo:
- Descompasso entre vagas e competências: o problema não é falta de empregos, mas a incompatibilidade entre a qualificação disponível e as exigências do mercado industrial moderno.
- Fatores estruturais: mercado de trabalho mais apertado, mudanças demográficas com envelhecimento da população e a transformação tecnológica elevam a demanda por habilidades técnicas que nem sempre estão sendo formadas.
- Impactos na operação: falta de profissionais qualificados adia manutenção, dificulta formação de turnos e atrasa projetos de expansão.
- Ações recomendadas: planejamento estratégico de força de trabalho, parcerias educacionais, formação acelerada, requalificação contínua, pacotes de retenção e ampliação dos “pools” de talento.
- Mensagem principal: mão de obra qualificada deixou de ser apenas um recurso a ser preenchido, tornou-se um tema estratégico de gestão, atração e retenção para a indústria brasileira.
