Em seu novo artigo para o Valor Econômico, o CEO da Falconi Alexandre Ribas, analisa como a repercussão em torno de uma suposta “rede social de robôs” revelou menos sobre tecnologia fora de controle e mais sobre fragilidades humanas na validação da informação. O episódio expôs a velocidade com que análises frágeis podem ganhar escala e se transformar em “fatos”, evidenciando a baixa maturidade coletiva na governança de dados — um alerta direto também para as empresas.
Segundo Ribas, dashboards sofisticados não substituem fonte única da verdade, critérios transparentes de cálculo e responsabilização explícita. Inteligência artificial e automação, quando aplicadas sobre bases inconsistentes, apenas amplificam erros e vieses históricos. Mais do que adotar novas ferramentas digitais, o diferencial competitivo está na disciplina gerencial para estruturar, validar e interpretar dados com rigor.
Principais aprendizados para a gestão:
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Governança antes da tecnologia: IA não corrige dados ruins, apenas escala seus problemas.
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Fonte única da verdade: integração de sistemas e critérios claros evitam múltiplas versões de um mesmo número.
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Responsabilização explícita: todo indicador deve ter origem definida e responsável identificado.
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Curadoria e hierarquização: excesso de dados sem alinhamento estratégico gera paralisia decisória.
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Decisão baseada em evidência: vantagem competitiva depende de rigor informacional, não de narrativas momentâneas.
