Em artigo para o InfoMoney, a VP de Operações e sócia da Falconi, Marina Borges, argumenta que o período pós-Carnaval marca o primeiro teste real da execução estratégica nas empresas. Assim como resoluções de Ano Novo dificilmente se mantêm com o avanço do ano, orçamentos e planos corporativos aprovados no final do ciclo precisam enfrentar vendas abaixo do projetado, custos pressionados, prioridades conflitantes e equipes operando no limite, momento em que a execução com método se torna mais decisiva do que a própria ambição do plano.
A executiva ressalta que muitas estratégias fracassam não por falha na formulação, mas pela incapacidade de implementá-las com disciplina. Reagir a desvios com respostas táticas e improvisadas, como cortes lineares de custos ou mudanças abruptas de prioridades, tende a aumentar a complexidade e diluir o foco, em vez de fortalecer a performance. A matéria destaca que revisar prioridades críticas, alocar capital com base em fatos, estabelecer metas realistas, avaliar capacidade operacional e manter governança de acompanhamento com indicadores e responsabilidades claras são passos essenciais para transformar intenção em resultado ao longo do ano.
