A reforma tributária sancionada recentemente representa uma das maiores transformações estruturais da economia brasileira e deve alterar de forma profunda a lógica de recolhimento e compensação de impostos. Apesar disso, a maioria das grandes empresas ainda não está preparada para o novo sistema, o que amplia o risco de impactos negativos durante o período de transição. O tema foi discutido por Alexandre Ribas, CEO da Falconi, em conversa com Mitchel Diniz, editor de Invest na EXAME, no primeiro episódio da nova temporada da série “2026: Desafios & Oportunidades”.
Durante a entrevista, Ribas reforça que a reforma não pode ser tratada apenas como um assunto fiscal, mas como um tema operacional e estratégico, especialmente para empresas com operações distribuídas em diferentes regiões. Mudanças no timing e na base de incidência dos tributos tendem a pressionar o fluxo de caixa, exigindo simulações de cenários, revisão de prioridades e decisões mais estruturadas ao longo do processo de implementação.
Os principais pontos de atenção destacados são:
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Impacto no caixa: oscilações no fluxo financeiro e possível aumento da necessidade de capital de giro no curto prazo.
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Custo do capital elevado: juros altos reduzem margem para erros e reforçam a priorização de iniciativas de liberação de caixa.
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Eficiência operacional: redução de estoques, melhoria do ciclo de cobrança e automação administrativa ganham relevância no curto prazo.
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Visão de médio e longo prazos: investimentos que promovam simplificação operacional e ganhos estruturais de margem.
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Governança da transição: comitês dedicados, indicadores claros e acompanhamento contínuo da regulamentação para evitar decisões fragmentadas.
