A safra de café no Brasil em 2026 deve alcançar cerca de 66,2 milhões de sacas, crescimento estimado em aproximadamente 17% em relação ao ano anterior, segundo projeções da Conab. O resultado reforça o protagonismo do país no mercado global e reflete condições climáticas mais favoráveis, recuperação produtiva e investimentos realizados nas lavouras. Ao mesmo tempo, o aumento da oferta impõe novos desafios à rentabilidade, com potencial pressão sobre preços em um ambiente de custos ainda elevados.
Nesse cenário, a diretora da unidade de negócios especializada em Agronegócio da Falconi, Leciane Batista, destaca que o diferencial competitivo estará menos no volume produzido e mais na capacidade de gestão. Planejamento, disciplina na execução e decisões orientadas por indicadores tornam-se essenciais para transformar uma safra recorde em resultado sustentável.
Principais pontos destacados no artigo:
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Produção recorde: estimativa de 66,2 milhões de sacas em 2026, alta de cerca de 17%.
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Pressão sobre preços: maior oferta pode impactar a rentabilidade do produtor.
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Custos elevados: insumos, logística, crédito e mão de obra seguem desafiadores.
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Gestão estratégica: foco em eficiência operacional e controle de indicadores.
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Sustentabilidade financeira: disciplina na execução para proteger margens no longo prazo.
