Segundo o CTO e vice-presidente de Serviços e Tecnologia, Breno Barros, a reforma tributária vai além de uma adequação fiscal e deve ser vista como um dos maiores projetos de tecnologia e dados da década para as empresas brasileiras. Em artigo publicado na Exame, o executivo destaca que a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a partir de 2027, exigirá uma profunda revisão de sistemas, processos e bases de dados corporativas.
O especialista argumenta que os desafios impostos pela reforma são os mesmos que hoje impedem a adoção em larga escala da inteligência artificial (IA). Problemas como dados inconsistentes, cadastros incorretos, integrações frágeis e falta de governança dificultam tanto a conformidade tributária quanto a geração de valor por meio da IA.
Para Breno Barros, empresas que encararem a reforma apenas como uma obrigação regulatória perderão uma oportunidade estratégica. Já aquelas que utilizarem o processo para organizar dados, revisar processos e fortalecer a governança estarão mais preparadas para acelerar iniciativas de automação e inteligência artificial nos próximos anos.
O executivo defende que a reforma tributária seja conduzida de forma integrada entre as áreas fiscal, tecnologia, operações e dados. Além disso, destaca que a própria transição tributária pode servir como um dos primeiros casos de uso relevantes para IA, com aplicações em classificação fiscal, conciliação de créditos, simulação de preços e análise de documentos.
Principais pontos
- A reforma tributária exigirá uma ampla revisão de sistemas, processos e dados corporativos.
- Os mesmos desafios que dificultam a conformidade fiscal também limitam projetos de IA.
- Governança e qualidade de dados deixam de ser opcionais e passam a ter impacto financeiro direto.
- A adequação tributária deve envolver áreas fiscais, tecnológicas e operacionais.
- A transição pode acelerar a adoção de IA em atividades relacionadas à gestão tributária.
- Empresas que aproveitarem o momento para estruturar seus dados poderão obter vantagens competitivas e ganhos operacionais.
