Após anos de investimentos intensivos e um cenário de pressão sobre preços, empresas de celulose e papel vêm priorizando a redução da dívida e o fortalecimento da geração de caixa. No entanto, transformar a desalavancagem em um processo sem critérios claros para retomar investimentos pode comprometer a competitividade e limitar oportunidades de crescimento.
Segundo o sócio e diretor de Papel e Celulose da Falconi, Caio Davanzo, desalavancar e crescer não são objetivos conflitantes, mas partes da mesma estratégia de alocação de capital. O desafio está em evitar que a busca por menor alavancagem leve à paralisação de decisões importantes.
Principais pontos abordados:
- Definir gatilhos objetivos de alavancagem para retomar investimentos e discutir retorno aos acionistas.
- Priorizar projetos de eficiência, modernização e redução de custos, que costumam exigir menor capital e oferecem retorno mais rápido.
- Gerenciar ativamente a estrutura de capital, considerando prazo, moeda e custo da dívida.
- Comunicar de forma clara os critérios que orientam as decisões financeiras e de investimento.
Para o especialista, empresas que apenas reduzem dívidas, sem estabelecer um plano de retomada, podem sair financeiramente mais saudáveis, porém menos competitivas. Já as organizações que conciliam disciplina financeira com preparação para novos ciclos de investimento tendem a criar condições mais sólidas para sustentar o crescimento de longo prazo.
