Em um cenário de juros elevados, inflação persistente e crescimento econômico mais lento, a produtividade deve se tornar o principal diferencial competitivo para a indústria em 2027. Com custos operacionais pressionados e mudanças tributárias e trabalhistas previstas para os próximos anos, as empresas precisarão buscar ganhos de eficiência para preservar margens e resultados.
O vice-presidente da unidade de negócios especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, avalia que fatores como a taxa de juros, a inflação, o câmbio e as mudanças regulatórias estão fora do controle das organizações. Por isso, a capacidade de produzir mais com os recursos já existentes será determinante para enfrentar um ambiente econômico mais desafiador.
Entre as prioridades estão o aumento da eficiência operacional, a redução de desperdícios, a gestão rigorosa de custos, a renegociação de contratos e o uso mais estratégico do capital de giro. O especialista também destaca o potencial da inteligência artificial para aprimorar processos industriais, manutenção e planejamento.
Segundo André, os ganhos de produtividade só se traduzem em resultados quando são incorporados ao planejamento da empresa, com metas claras, responsáveis definidos e acompanhamento constante da execução ao longo do ano.
