maio . 2026 .

Exportar para a Europa exige mais do que preço

Indústrias brasileiras precisarão organizar dados por planta, processo e produto, bem como sustentar tecnicamente as informações fornecidas aos clientes

Exportar para a Europa exige mais do que preço



O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira, da União Europeia, mudou o papel das emissões na indústria brasileira: carbono deixou de ser apenas tema de sustentabilidade e passou a influenciar acesso a mercado, preço e competitividade. Com o regime definitivo em vigor desde janeiro de 2026, exportadores e fornecedores ligados a cadeias globais mais exigentes precisam comprovar dados confiáveis de emissões, rastreabilidade e governança.

Mais do que uma exigência regulatória, o CBAM pressiona empresas a organizarem informações por planta, processo e produto, além de integrarem sustentabilidade, vendas, engenharia e precificação. Nesse novo cenário, medir bem passou a ser parte da estratégia comercial e quem chegar com dados sólidos terá mais condição de defender margem e relacionamento com clientes.

Principais pontos do tema:

  • Carbono virou fator de mercado: emissões afetam acesso, preço e negociação.
  • Impacto além dos setores regulados: a pressão se estende a cadeias com clientes europeus.
  • Urgência em 2026: ano de adaptação antes da compra de certificados em 2027.
  • Dados confiáveis como vantagem competitiva: medir e reportar bem passa a ser diferencial comercial.
  • Agenda transversal: o tema envolve sustentabilidade, vendas, engenharia e competitividade industrial.

A análise é apresentada por vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, em sua coluna no Diário do Comércio, reforçando que, no novo cenário global, medir bem passou a significar vender melhor.

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