O avanço da regulamentação, a expansão do Open Finance e o aumento da exposição digital das operações têm levado instituições financeiras a elevar significativamente suas exigências sobre fornecedores. Mais do que políticas e procedimentos formais, bancos e fintechs passaram a exigir evidências concretas de que controles, processos de segurança e mecanismos de governança funcionam de forma contínua e eficaz.
Nesse novo cenário, a gestão de terceiros assume papel estratégico. Segundo Marina Borges, vice-presidente de Operações da Falconi, as instituições financeiras passaram a compreender com mais clareza os impactos financeiros e reputacionais associados a vulnerabilidades operacionais e falhas na gestão de fornecedores. Para a executiva, entrevistada pela reportagem, muitos dos incidentes recentes tiveram origem em fragilidades operacionais e acessos indiretos via terceiros, tornando a disciplina operacional e a robustez dos processos fatores essenciais para a adequação regulatória.
Principais insights:
- O mercado financeiro passou a exigir evidências operacionais, e não apenas políticas formais de controle.
- A gestão de terceiros tornou-se um tema central para compliance, risco e governança.
- Vulnerabilidades em fornecedores podem gerar impactos financeiros, regulatórios e reputacionais para as instituições contratantes.
- Certificações, auditorias independentes, gestão de acessos e monitoramento contínuo ganharam peso nos processos de contratação e homologação.
- A terceirização de serviços não transfere a responsabilidade regulatória das instituições financeiras.
- Adequação regulatória exige processos mais robustos, rastreabilidade, gestão de vulnerabilidades e capacidade de resposta a incidentes.
- Fornecedores de tecnologia passam a ser avaliados não apenas pela capacidade de entrega, mas também pela maturidade de seus controles e práticas de segurança.
