Em artigo publicado no TI INSIDE, o CTO e VP de Soluções Digitais da Falconi, Breno Barros, analisa o conceito de uma possível “inflação de produtividade” provocada pela inteligência artificial. Segundo o executivo, embora a IA permita que empresas produzam mais e com maior velocidade, os benefícios competitivos tendem a diminuir quando toda a concorrência adota a mesma tecnologia.
Breno explica que, da mesma forma que a inflação reduz o valor do dinheiro, o aumento generalizado da produtividade reduz o valor estratégico dos ganhos individuais. Se todas as empresas conseguem entregar projetos mais rapidamente, o mercado passa a considerar essa velocidade apenas como um requisito básico, e não mais como um diferencial.
Destaca que esse movimento já foi observado com outras tecnologias transformadoras, como planilhas eletrônicas, e-mail, ERP, computação em nuvem e smartphones. Embora tenham elevado a eficiência das organizações, essas ferramentas acabaram se tornando parte da infraestrutura essencial dos negócios.
O verdadeiro desafio não está apenas em produzir mais com IA, mas em utilizar essa produtividade adicional para gerar valor, inovação e vantagens difíceis de serem copiadas. Nesse cenário, fatores como estratégia, execução, conhecimento do cliente e modelos de negócio permanecem decisivos para o sucesso das empresas.
Principais pontos
- IA aumenta significativamente a produtividade nas organizações.
- Quando todos os concorrentes adotam a mesma tecnologia, a vantagem competitiva tende a desaparecer.
- O mercado ajusta rapidamente suas expectativas de prazo e desempenho.
- Outras tecnologias já passaram pelo mesmo processo de democratização.
- O diferencial passa a estar na estratégia e na forma como a produtividade é aplicada.
- Conhecimento do cliente, execução e inovação permanecem essenciais para a competitividade.
