Em seu novo artigo para o Infomoney, a VP de Operações da Falconi, Marina Borges analisa os desafios da chamada last mile (última milha), etapa final da logística responsável por levar produtos até o consumidor. Impulsionado pelo crescimento acelerado do e-commerce e pela expectativa de entregas cada vez mais rápidas, o setor enfrenta o desafio de expandir operações sem comprometer a rentabilidade.
A especialista destaca que, embora o consumidor enxergue apenas o valor do frete, os operadores logísticos precisam arcar com uma série de custos, como combustível, manutenção de frota, seguros, pedágios, avarias, roubos de carga e devoluções. Nesse cenário, muitas empresas operam com margens inferiores às necessárias para sustentar crescimento e investimentos.
Outro ponto abordado é o paradoxo do crescimento sem disciplina operacional. Segundo Marina, aumentar o volume de entregas nem sempre significa maior lucratividade. Sem processos estruturados, planejamento de capacidade e controle de perdas, cada novo pedido pode gerar mais complexidade e reduzir a margem do negócio.
Destaques do artigo
- O e-commerce brasileiro movimentou R$ 225 bilhões em 2025, impulsionado pela demanda por entregas rápidas.
- A margem média das operadoras logísticas varia entre 4% e 10%, abaixo dos cerca de 15% considerados necessários para sustentar crescimento.
- Perdas de eficiência podem ocorrer em todas as etapas da operação, do recebimento da mercadoria à entrega final.
- Problemas como roteirização inadequada, avarias, extravios e falhas na expedição reduzem a rentabilidade.
- Ganhos entre 5% e 10% em eficiência operacional são considerados viáveis por meio de planejamento, monitoramento e padronização de processos.
- A captura de valor ocorre em duas etapas: primeiro, com a otimização da operação atual; depois, com decisões estratégicas de expansão e crescimento sustentável.
