A rastreabilidade individual de bovinos está se tornando um fator cada vez mais estratégico para a competitividade da pecuária brasileira, especialmente diante das novas exigências regulatórias e dos critérios de mercado relacionados à origem e à sustentabilidade da produção.
Em artigo publicado no Globo Rural, o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Agronegócio e Indústria de Consumo, Andre Paranhos, destaca que a identificação individual dos animais garante dados mais precisos ao longo de toda a cadeia produtiva, mas que o verdadeiro valor da rastreabilidade está na capacidade de transformar essas informações em decisões de negócio.
Segundo o especialista, os dados coletados só geram resultados quando são cruzados com informações sanitárias, produtivas e de procedência, permitindo identificar padrões, reduzir riscos, aperfeiçoar protocolos e melhorar a gestão de fornecedores e rebanhos.
Para Andre Paranhos, a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) representa um importante avanço para o setor. No entanto, as empresas que conseguirem converter dados em conhecimento e ação terão maior potencial para gerar valor, atender às exigências dos mercados e construir vantagens competitivas duradouras.
