jul . 2026 .

Velocidade não paga conta. Eficiência, sim

Rapidez, produtividade e eficiência não são sinônimos. Entenda onde as empresas erram ao medir ganhos com IA

Velocidade não paga conta. Eficiência, sim



Publicado na Exame, o artigo do VP de Soluções Digitais e CTO da Falconi, Breno Barros, aborda um equívoco comum nas empresas ao avaliar os impactos da inteligência artificial: confundir rapidez com produtividade e produtividade com eficiência.

Segundo o especialista, a IA generativa realmente acelera tarefas, reduzindo atividades que antes levavam horas para apenas alguns segundos. No entanto, ganhar velocidade não significa necessariamente melhorar os resultados do negócio. Processos com falhas, retrabalho e aprovações desnecessárias continuam comprometendo a performance da organização, mesmo com o uso da tecnologia.

A produtividade depende do equilíbrio entre velocidade, qualidade e volume. Estudos citados no artigo mostram que a IA gera ganhos consistentes em atividades estruturadas e repetitivas, mas pode reduzir a eficiência em tarefas mais complexas, que exigem análise crítica e tomada de decisão.

O executivo também alerta para a chamada “penalidade de aprendizado”, quando profissionais passam a depender excessivamente da IA e comprometem o desenvolvimento de competências próprias. Para ele, a verdadeira transformação digital acontece quando a tecnologia gera eficiência sistêmica e sustentável, considerando custos, riscos e impactos de longo prazo, e não apenas melhorias pontuais nos indicadores de curto prazo

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