A reforma tributária deixou de ser um tema conceitual e passou a impactar diretamente a operação das empresas. Com o início da transição para a CBS e o IBS em 2026, ajustes em documentos fiscais, sistemas e rotinas já são exigidos, tornando a adaptação uma questão prática e urgente para a indústria.
Mais do que uma mudança fiscal, o desafio é operacional. O novo modelo exige integração entre áreas como fiscal, tecnologia, suprimentos, operação e comercial. Revisão de cadastros, regras de faturamento, contratos, formação de preços e integração de sistemas tornam-se essenciais para evitar inconsistências que podem gerar perda de crédito, atrasos e retrabalho.
Outro ponto crítico é o calendário de implementação, que torna 2026 um período-chave de adaptação. Testar processos, treinar equipes e estruturar governança entre áreas são passos fundamentais para reduzir riscos antes da cobrança efetiva da CBS em 2027. Além disso, empresas que possuem incentivos de ICMS precisam avançar na habilitação de créditos, pois o tema impacta diretamente planejamento financeiro e retorno de investimentos.
Essa análise é apresentada pelo vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, reforçando a importância de uma abordagem integrada entre estratégia, operação e gestão para transformar a reforma tributária em ganho de competitividade.
