jun . 2026 .

A lucratividade das incorporadoras será decidida na execução

Futuro da rentabilidade será definido principalmente pela eficiência operacional

A lucratividade das incorporadoras será decidida na execução



O setor imobiliário voltou a crescer, com avanço de lançamentos, vendas e entregas, além da retomada de projetos e da habitação econômica. No entanto, o aumento do volume de negócios não garante, por si só, maior rentabilidade. Em um ambiente ainda marcado por juros elevados, crédito seletivo, escassez de mão de obra qualificada e custos pressionados, o principal desafio das incorporadoras passa a ser transformar crescimento em resultado.

Na prática, a rentabilidade continua sendo impactada por atrasos, retrabalho, oscilações de insumos, baixa previsibilidade e falhas de integração entre planejamento, compras, execução e controle financeiro. Muitas vezes, o problema não está apenas na obra, mas em decisões tomadas antes mesmo do início da construção, como estudos de viabilidade desconectados da realidade operacional e promessas comerciais incompatíveis com a capacidade de entrega.

As incorporadoras mais maduras vêm respondendo a esse cenário com uma lógica mais próxima da indústria, criando padrões, rotinas de gestão, bases de dados e modelos de controle que podem ser replicados e aprimorados ao longo dos empreendimentos. O objetivo é reduzir improvisos, antecipar desvios e tornar os resultados menos dependentes de iniciativas isoladas e mais sustentados por sistemas de gestão consistentes.

A análise é apresentada pelo vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, em sua coluna no Diário do Comércio, na qual destaca que, em um mercado mais competitivo, a diferença entre vender mais e lucrar mais será definida pela qualidade da execução.

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