Com operações distribuídas por diversas regiões do Brasil e presença global, a companhia, referência no agronegócio, buscava aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e elevar a previsibilidade de suas operações agrícolas, sem comprometer a qualidade e a proteção das lavouras. A gestão de milhares de hectares de produção exigia coordenação integrada entre atividades agrícolas, irrigação, colheita, manutenção, logística, gestão de pessoas e controle de custos, tornando a excelência operacional um fator decisivo para a competitividade do negócio.
Para contextualizar, o setor é marcado por pressão sobre margens, aumento dos custos operacionais, exigência por produtividade e necessidade de gestão rigorosa dos recursos agrícolas. Diante disso, a companhia identificou uma oportunidade estratégica: transformar sua operação agrícola em uma referência de gestão e resultados, elevando o nível de maturidade gerencial e criando um modelo capaz de conectar estratégia, execução operacional e controle financeiro.
Ao mesmo tempo, havia uma necessidade clara de aumentar a previsibilidade operacional, reduzir a variabilidade entre fazendas e aprofundar a gestão dos principais direcionadores de custo da operação agrícola. Entre os principais desafios, estavam a baixa padronização da gestão operacional, a necessidade de reduzir custos e evoluir a maturidade da liderança. Como solução, a Falconi desenvolveu um trabalho em duas frentes: Sistema de Gestão Agrícola e Gestão Avançada de Custos.
A primeira etapa focou na melhoria da operação. O Sistema de Gestão Agrícola foi desenhado para conectar estratégia, execução e resultados por meio de uma rotina estruturada de gestão, capaz de acelerar a tomada de decisão e aumentar a disciplina operacional. Foram implementadas práticas de:
- Desdobramento de metas;
- Estruturação de indicadores;
- Rituais de gestão em múltiplos níveis;
- Gestão por planos de ação;
- Diários de bordo;
- Gestão visual;
- Identificação de desvios;
- Metodologias de melhoria contínua.
O passo seguinte da primeira frente foi a implantação de fazendas-piloto para validação da metodologia e desenvolvimento das lideranças locais. O trabalho incluiu:
- Reuniões semanais de resultado;
- Rituais regionais e corporativos;
- Padronização de processos críticos;
- Treinamento das equipes;
- Criação de mecanismos de acompanhamento em tempo real.
A segunda frente atuou no amadurecimento e na gestão de custos. Nessa etapa, foi utilizada a solução de gestão de gastos, com foco na construção do orçamento para a safra seguinte. A iniciativa trouxe maior transparência aos direcionadores de custo da operação, permitindo identificar desvios com rapidez e atacar suas causas-raiz.
Com os pilotos consolidados, o modelo evoluiu para uma governança estruturada envolvendo diretoria, gerências regionais, supervisores e encarregados, garantindo disciplina na gestão dos resultados e sustentabilidade dos ganhos obtidos.
Resultados na prática
Entre os primeiros desdobramentos, está a expansão dos processos de excelência para as demais unidades. Além disso, nas localidades-piloto, o indicador OTIF (On Time In Full ou pontualidade e integridade) aumentou 33%, enquanto o OEE (Overall Equipment Effectiveness ou eficiência geral dos equipamentos), 62%, além da redução da dispersão em relação às demais unidades. Na maioria das fazendas, o OTIF teve um aumento geral de 93% e o OEE evoluiu para 52%.
Mais do que ganhos operacionais imediatos, o projeto estabeleceu uma nova capacidade organizacional. Ao conectar estratégia, operação e finanças em uma única lógica de gestão, a companhia criou bases sólidas para sustentar produtividade, eficiência e competitividade em larga escala, transformando a gestão agrícola em uma verdadeira alavanca de geração de valor.