ago . 2026 .

Custo sobe, preço não acompanha – onde sobra margem?

Com fretes e energia em alta e preços pressionados pela sobreoferta global, empresas do setor precisam buscar eficiência para preservar rentabilidade.

Custo sobe, preço não acompanha – onde sobra margem?


Publicado na revista O Papel, o artigo do sócio e diretor de Papel e Celulose da Falconi, Caio Davanzo, analisa o cenário desafiador enfrentado pela indústria de celulose e papel diante da combinação de aumento expressivo dos custos logísticos e energéticos e preços da celulose pressionados pela sobreoferta global.

Segundo o especialista, o principal risco está em tratar a alta de custos como uma justificativa automática para reajustes de preços. Em um mercado com excesso de oferta, essa estratégia pode comprometer a competitividade e reduzir participação de mercado. Para preservar margens, as empresas precisam fortalecer sua eficiência operacional e absorver parte da pressão de custos internamente.

Entre as principais alavancas apontadas por Davanzo estão:

  • Eficiência energética e otimização do uso de insumos químicos;
  • Revisão da estratégia logística, com reavaliação de modais e contratos de frete;
  • Gestão do mix comercial, segmentando clientes e contratos conforme a capacidade de absorção de reajustes;
  • Disciplina rigorosa sobre custos fixos e estrutura administrativa.

Davanzo destaca ainda que a integração entre operações, logística e área comercial tornou-se fundamental para enfrentar choques externos e proteger a rentabilidade. Para ele, as empresas que aproveitarem o momento para aprofundar ganhos de eficiência sairão mais competitivas, enquanto aquelas que dependerem apenas do repasse de custos tendem a enfrentar margens cada vez menores.


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