A digitalização ampliou o alcance das seguradoras, simplificou a contratação de produtos e acelerou o crescimento da receita em diversas empresas do setor. No entanto, transformar esse avanço em rentabilidade continua sendo um desafio. Em muitos casos, o aumento das operações veio acompanhado de estruturas mais complexas, processos mais longos e custos crescentes, limitando a captura de margem.
Nesse contexto, o expense ratio — indicador que mede as despesas operacionais das seguradoras — ganha relevância não apenas como métrica financeira, mas como um sinal da capacidade de crescer de forma eficiente. Mais do que cortar custos, o desafio está em reduzir a complexidade operacional que surge em processos fragmentados, excesso de aprovações, sistemas desconectados e atividades que ainda dependem de intervenção manual.
A discussão também muda a forma como a tecnologia é utilizada. Depois de anos focada na automação de tarefas periféricas, a transformação passa a atingir o núcleo da operação, com aplicações em subscrição, análise de risco, regulação de sinistros e atendimento ao cliente. O objetivo não é apenas aumentar produtividade, mas permitir que as empresas ganhem escala sem ampliar estruturas na mesma proporção.
A análise é apresentada pela vice-presidente de Operações da Falconi, Marina Borges, em artigo publicado no InfoMoney, no qual destaca que a eficiência operacional deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um pré-requisito. Em um mercado mais digital e competitivo, o verdadeiro desafio é crescer sem carregar complexidade adicional.
