jun . 2026 .

Expense Ratio em seguradoras revela quem realmente cresce com eficiência

Digitalização ampliou receitas no setor, mas pressão sobre custos expõe limite operacional de modelos pouco escaláveis

Expense Ratio em seguradoras revela quem realmente cresce com eficiência



A digitalização ampliou o alcance das seguradoras, simplificou a contratação de produtos e acelerou o crescimento da receita em diversas empresas do setor. No entanto, transformar esse avanço em rentabilidade continua sendo um desafio. Em muitos casos, o aumento das operações veio acompanhado de estruturas mais complexas, processos mais longos e custos crescentes, limitando a captura de margem.

Nesse contexto, o expense ratio — indicador que mede as despesas operacionais das seguradoras — ganha relevância não apenas como métrica financeira, mas como um sinal da capacidade de crescer de forma eficiente. Mais do que cortar custos, o desafio está em reduzir a complexidade operacional que surge em processos fragmentados, excesso de aprovações, sistemas desconectados e atividades que ainda dependem de intervenção manual.

A discussão também muda a forma como a tecnologia é utilizada. Depois de anos focada na automação de tarefas periféricas, a transformação passa a atingir o núcleo da operação, com aplicações em subscrição, análise de risco, regulação de sinistros e atendimento ao cliente. O objetivo não é apenas aumentar produtividade, mas permitir que as empresas ganhem escala sem ampliar estruturas na mesma proporção.

A análise é apresentada pela vice-presidente de Operações da Falconi, Marina Borges, em artigo publicado no InfoMoney, no qual destaca que a eficiência operacional deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um pré-requisito. Em um mercado mais digital e competitivo, o verdadeiro desafio é crescer sem carregar complexidade adicional.

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