Em matéria sobre os desafios de reduzir a dependência de defensivos agrícolas no Brasil sem comprometer a produtividade, para o Valor Econômico, o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Agro e Indústria de Consumo, Andre Paranhos, destacou as características únicas da agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Segundo ele, a diversidade de condições climáticas, tipos de solo, regimes de chuva e sistemas produtivos torna o cenário nacional mais complexo do que o de regiões agrícolas de clima temperado.
Paranhos ressaltou que o uso de defensivos deve evoluir para um modelo mais eficiente, baseado em tecnologia, dados e qualificação profissional. Para o executivo, a gestão agrícola precisa priorizar aplicações mais precisas e uma operação cada vez mais orientada por informações e excelência operacional.
Entre os principais pontos defendidos pelo especialista estão:
- Uso de tecnologia e dados para aumentar a eficiência das aplicações;
- Capacitação de equipes como fator essencial para melhores resultados no campo;
- Busca por maior retorno por hectare e por real investido;
- Combinação de gestão, inovação e excelência operacional para ampliar a produtividade de forma sustentável;
- Necessidade de adaptar as estratégias agrícolas à diversidade de condições encontradas no Brasil.
Ao comentar os desafios do agronegócio nacional, o especialista reforçou que o caminho para uma produção mais sustentável passa pelo aumento da eficiência, e não apenas pela intensificação do uso de defensivos. Segundo ele, tecnologia, gestão e pessoas capacitadas serão determinantes para garantir competitividade e crescimento sustentável ao setor.
