A redução da Selic para 14% ao ano é vista como um avanço para a economia brasileira, mas ainda insuficiente para impulsionar de forma significativa os investimentos industriais. O tema foi abordado pelo vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital, André Chaves, em artigo publicado no Diário do Comércio.
O especialista destaca que o corte de 0,25 ponto percentual era esperado pelo mercado, mas não altera de forma relevante o cenário de crédito ainda restritivo para empresas e famílias.
Segundo o especialista, entidades como CNI, Firjan e Fiemg reconhecem a decisão como positiva, porém alertam que os juros continuam elevados, dificultando a expansão dos negócios, a modernização produtiva e o ganho de competitividade da indústria brasileira.
Para setores intensivos em capital, como siderurgia, mineração, óleo e gás, celulose, química e infraestrutura, André Chaves defende que as empresas mantenham rigor na gestão dos investimentos. A recomendação é revisar projetos, atualizar premissas de custo de capital e priorizar iniciativas voltadas à produtividade, eficiência energética e modernização de ativos.
O artigo conclui que a trajetória de queda da Selic é favorável, mas que os resultados para a indústria dependerão menos da velocidade dos cortes e mais da capacidade das empresas de operar com eficiência em um ambiente ainda marcado por juros elevados.
