O vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Agronegócio e Indústria de Consumo, Andre Paranhos, alerta que a nova pressão tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros exige uma rápida adaptação do agronegócio para preservar a competitividade. Atualmente, 33% das exportações do setor são afetadas simultaneamente pelas duas tarifas impostas pelos EUA, ampliando os desafios para produtores e exportadores.
Em entrevista para o canal AgroMais, Paranhos destacou que o cenário se soma a fatores já complexos, como juros elevados, instabilidade geopolítica e restrições comerciais, tornando a gestão eficiente ainda mais estratégica. Para ele, a capacidade de adaptação será decisiva para a sustentabilidade dos negócios nos próximos anos.
Entre as principais medidas recomendadas estão o fortalecimento da gestão financeira, com revisão de custos e foco em produtividade, e a diversificação de mercados, reduzindo a dependência dos Estados Unidos por meio da ampliação das exportações para regiões como Ásia e Oriente Médio.
Paranhos também destaca a adoção de tecnologia e inovação para aumentar a eficiência operacional, além do uso de mecanismos de crédito e hedge financeiro para reduzir a exposição à volatilidade econômica. O acompanhamento constante das políticas econômicas e comerciais também é apontado como fundamental para antecipar mudanças e defender os interesses do setor.
Na avaliação do especialista, o agronegócio brasileiro já demonstrou resiliência diante de crises anteriores e, agora, precisará reforçar sua capacidade de adaptação em um ambiente global cada vez mais marcado por barreiras comerciais.
