Em artigo publicado na Exame, o CTO e VP de Serviços e Tecnologia da Falconi, Breno Barros, analisa como a disputa global pela liderança em inteligência artificial está sendo redefinida por critérios econômicos. Segundo o especialista, a vantagem competitiva já não está necessariamente no modelo mais avançado, mas na capacidade de entregar resultados com menor custo.
O executivo destaca que muitas empresas estão adotando arquiteturas híbridas, combinando modelos chineses para tarefas operacionais e modelos americanos para atividades que exigem raciocínio mais sofisticado. A estratégia permite aumentar a produtividade e reduzir significativamente os custos de automação.
De acordo com Breno Barros, a principal métrica para avaliar investimentos em IA deve ser o custo por tarefa concluída, e não apenas o custo por token. Fatores como eficiência, consumo de recursos e necessidade de retrabalho têm impacto direto na rentabilidade dos projetos.
O especialista também ressalta que restrições geopolíticas e avanços tecnológicos impulsionaram a competitividade dos modelos chineses. Para ele, a disciplina econômica está substituindo o fascínio técnico como principal critério de decisão, levando empresas a priorizarem soluções que ofereçam melhor relação entre custo, resultado e risco.
