O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Ambev e a Falconi, estruturou entre 2023 e 2025 o projeto Gestão para Redução da Pobreza para promover a inclusão socioeconômica de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A iniciativa partiu de uma base de 98,2 milhões de pessoas cadastradas, sendo 55,7 milhões beneficiárias do Programa Bolsa Família, com a meta de viabilizar a saída de 1,48 milhões de famílias do Programa Bolsa Família por aumento de renda, sendo 0,48 milhões considerados como saídas naturais.
O cenário inicial evidenciava um desafio estrutural relevante. Entre os inscritos no CadÚnico, apenas 28% da população em idade ativa estava ocupada, enquanto 71% não declaravam função e 62% tinham escolaridade até o ensino fundamental. Além disso, o país registrava cerca de 39 milhões de trabalhadores na informalidade, com maior concentração nas regiões Norte e Nordeste.
Esse contexto indicava que a superação da pobreza exigia mais do que geração de empregos, demandando soluções integradas que combinassem qualificação, acesso a crédito e articulação com o setor produtivo.
Política foi estruturada com base em três eixos
A Falconi atuou na construção da base técnica e gerencial da política, com foco em diagnóstico, definição de prioridades, desenho das iniciativas e estruturação da governança. O projeto foi organizado em três eixos principais, emprego, empreendedorismo e qualificação profissional, sustentados por um modelo de governança com indicadores e monitoramento contínuo.
No eixo de emprego, foram estabelecidas parcerias com empresas públicas e privadas para intermediação de mão de obra. Já no empreendedorismo, destacou-se a ampliação do acesso ao microcrédito por meio do programa Acredita Primeiro Passo. No eixo de qualificação, houve a oferta de vagas por empresas parceiras para pessoas inscritas no CadÚnico e de capacitação por meio de formações empreendedoras e técnicas.
Meta estabelecida foi superada em 226%
Os resultados superaram de forma expressiva a meta inicial. Entre maio de 2024 e novembro de 2025, 3,34 milhões de famílias deixaram o Programa Bolsa Família, o equivalente a 8,3 milhões de pessoas, sendo 2,21 milhões por aumento direto de renda. Esse volume representa 226% da meta estabelecida.
No eixo de emprego, foram 138 parcerias firmadas com empresas privadas e públicas; 426 listas de perfis profissionais encaminhadas a empresas; e saldo positivo de 3,8 milhões de empregos entre beneficiários do Programa Bolsa Família no período de 2023 a 2025.
No eixo empreendedorismo, foram realizadas 241.588 operações de crédito em 2025, impactando 612.229 pessoas; crescimento da saída do PBF por aumento de renda nos estados que receberam crédito vindo do Acredita, o que equivale a 299.039 pessoas entre o começo do programa e o final de 2025.
Já no pilar de qualificação, o alcançado foi 1,1 milhão de vagas de qualificação profissional ofertadas por empresas parceiras aos inscritos do CadÚnico.
A iniciativa demonstra que políticas públicas orientadas por dados, com governança estruturada e atuação integrada entre governo e setor privado, ampliam a efetividade dos resultados.
A combinação de emprego, empreendedorismo e qualificação cria condições mais sustentáveis de inclusão produtiva. Esse modelo reforça a importância de transformar metas ambiciosas em planos executáveis, com monitoramento contínuo e foco em resultados, como caminho para ampliar o impacto social em larga escala.