Grandes companhias elétricas brasileiras, como Axia e Equatorial, vêm ampliando o uso de inteligência artificial para aumentar eficiência e resiliência operacional. As aplicações vão desde modelos climáticos para prevenir falhas na transmissão até automação de processos administrativos e combate a perdas comerciais, gerando impactos financeiros relevantes, que já somam centenas de milhões de reais por ano.
Apesar desses avanços, a adoção ainda não é homogênea no setor. Enquanto algumas empresas estruturam portfólios robustos de inovação, com dezenas de iniciativas e ganhos concretos, boa parte do mercado ainda utiliza a tecnologia de forma limitada, com aplicações pontuais e pouco integradas à operação.
Principais pontos da matéria:
- Geração de valor: uso de IA já traz ganhos expressivos em eficiência, receita e redução de custos.
- Aplicações práticas: monitoramento de ativos, manutenção preditiva, combate a fraudes e automação administrativa.
- Desigualdade de maturidade: adoção ainda concentrada em grandes players.
- Desafio de escala: dificuldade em transformar pilotos em resultados recorrentes.
- Capacitação: menor nível de especialização em IA no setor limita avanço mais rápido.
A matéria também destaca a avaliação de vice-presidente de Operações da Falconi, Marina Borges, que aponta que muitas empresas ainda estão em estágio inicial de adoção, com uso básico da tecnologia e forte dependência de intervenção humana, o que limita a captura de ganhos mais relevantes e sustentáveis.
