As recentes revisões das projeções para a Selic indicam que o Brasil poderá conviver com juros elevados por um período mais prolongado. Nesse cenário, o impacto para as empresas vai além do aumento do custo do capital. Ele altera a forma como investimentos são avaliados, priorizados e executados.
Quando os recursos se tornam mais caros, a capacidade de fazer escolhas ganha protagonismo. Projetos de inovação, transformação digital e expansão continuam essenciais para a competitividade, mas passam a exigir maior clareza sobre geração de valor, retorno esperado e riscos envolvidos. A vantagem competitiva deixa de estar na quantidade de iniciativas em andamento e passa a depender da capacidade de concentrar esforços naquilo que realmente gera resultados para o negócio.
Principais insights:
- Juros elevados aumentam a pressão sobre a alocação de capital e tornam a priorização mais crítica.
- Cada investimento passa a disputar recursos de forma mais intensa, exigindo critérios mais rigorosos de aprovação.
- A seletividade deixa de ser apenas uma disciplina financeira e se torna uma competência estratégica.
- Projetos de inovação, transformação digital e expansão precisam demonstrar geração de valor de forma mais consistente.
- Erros de priorização tornam-se mais custosos em ambientes de capital caro.
- Organizações que alinham estratégia, orçamento, pessoas e execução em torno de poucas prioridades relevantes tendem a obter melhores resultados.
- Ganhos de produtividade são consequência de uma boa alocação de recursos e da execução disciplinada das prioridades.
Esse é o tema do novo artigo assinado pelo CEO da Falconi, Alexandre Ribas, para sua coluna no Valor Econômico.
