O CEO da Falconi, Alexandre Ribas, aborda em artigo publicado no Valor Econômico por que organizações frequentemente adiam decisões difíceis relacionadas à liderança, e como essa postergação pode gerar impactos profundos em desempenho, cultura e competitividade. Em vez de eventos isolados, o autor destaca que a necessidade de substituição de um executivo normalmente resulta de um desalinhamento gradual, que se intensifica à medida que a empresa evolui.
A demora em agir, muitas vezes motivada pelo histórico do profissional, pela falta de sucessores ou pela expectativa de recuperação, acaba gerando custos relevantes. Enquanto a decisão não é tomada, os sinais se acumulam: queda recorrente de performance, perda de protagonismo, redução da velocidade de execução e saída de talentos estratégicos.
Ribas aponta alguns direcionadores importantes para evitar a perpetuação desse cenário:
- Estabelecer critérios objetivos e consistentes de avaliação de desempenho
- Monitorar indicadores de forma contínua e estruturada
- Promover conversas transparentes e frequentes sobre resultados
- Desenvolver processos ativos de sucessão e pipeline de liderança
- Diferenciar reconhecimento histórico de adequação futura
