jul . 2026 .

O custo de adiar o inevitável

Liderar não significa evitar decisões difíceis. Significa enfrentá-las com coragem, objetividade, respeito e senso de responsabilidade.

O custo de adiar o inevitável



O CEO da Falconi, Alexandre Ribas, aborda em artigo publicado no Valor Econômico por que organizações frequentemente adiam decisões difíceis relacionadas à liderança, e como essa postergação pode gerar impactos profundos em desempenho, cultura e competitividade. Em vez de eventos isolados, o autor destaca que a necessidade de substituição de um executivo normalmente resulta de um desalinhamento gradual, que se intensifica à medida que a empresa evolui.

A demora em agir, muitas vezes motivada pelo histórico do profissional, pela falta de sucessores ou pela expectativa de recuperação, acaba gerando custos relevantes. Enquanto a decisão não é tomada, os sinais se acumulam: queda recorrente de performance, perda de protagonismo, redução da velocidade de execução e saída de talentos estratégicos.

Ribas aponta alguns direcionadores importantes para evitar a perpetuação desse cenário:

  • Estabelecer critérios objetivos e consistentes de avaliação de desempenho
  • Monitorar indicadores de forma contínua e estruturada
  • Promover conversas transparentes e frequentes sobre resultados
  • Desenvolver processos ativos de sucessão e pipeline de liderança
  • Diferenciar reconhecimento histórico de adequação futura
Mais do que definir o momento exato do desligamento, o autor propõe uma reflexão central: identificar quando a permanência deixou de ser positiva para a empresa, para o time e para o próprio executivo. A análise reforça que, em muitos casos, decisões difíceis tomadas no tempo certo são mais responsáveis, e mais respeitosas, do que prolongar ciclos que já se esgotaram.

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