A expansão da capacidade produtiva e os novos investimentos na indústria de celulose e papel intensificam a disputa por profissionais qualificados. Nesse cenário, o desafio das empresas vai além da contratação: passa por garantir que o conhecimento crítico da operação permaneça na organização, mesmo diante de movimentações de talentos, aposentadorias e aumento do turnover.
Quando a operação depende excessivamente da experiência individual, a perda de profissionais compromete estabilidade, produtividade e segurança. Conhecimentos que permanecem apenas na prática dos especialistas dificultam a formação de novos colaboradores, aumentam a variabilidade da operação e tornam a empresa mais vulnerável em momentos de crescimento, ramp-ups e reestruturações.
A resposta está em estruturar o conhecimento como parte do sistema de gestão. Isso significa identificar atividades críticas, transformar rotinas em padrões operacionais, tornar explícitos os critérios técnicos de decisão e criar mecanismos contínuos de capacitação e reciclagem. Mais do que documentar processos, o objetivo é reduzir a dependência de indivíduos e fortalecer a capacidade coletiva da organização.
A análise é apresentada por sócio e diretor de Papel e Celulose da Falconi, Caio Davanzo, em artigo para a Revista O Papel, no qual destaca que empresas mais competitivas são aquelas capazes de transformar conhecimento em processo, processo em rotina e rotina em resultados sustentáveis.
